O que a proposta faz
O projeto inclui no SUS (Sistema Único de Saúde, o sistema público de saúde do país) um exame de sangue chamado PrecivityAD, usado para identificar o Alzheimer nas fases iniciais. Hoje, os métodos mais usados são a punção lombar (retirada de líquido da coluna) e exames de imagem nucleares, que são mais invasivos, caros e de difícil acesso para grande parte da população. Pelo projeto, o exame terá prioridade para pessoas com histórico familiar de Alzheimer ou de outras doenças neurodegenerativas (doenças que danificam aos poucos os neurônios), para quem tem sinais iniciais de comprometimento cognitivo (problemas de memória e raciocínio) confirmados por avaliação médica, e para pacientes já acompanhados por neurologista. O Ministério da Saúde, junto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, ficaria responsável por definir protocolos, capacitar profissionais e distribuir o exame pelo país, com atenção às regiões de difícil acesso. Segundo o autor, a medida amplia o acesso ao diagnóstico precoce e pode reduzir os custos do tratamento em fases mais avançadas da doença.
O que muda na prática
- O exame de sangue PrecivityAD passa a fazer parte do SUS para detectar o Alzheimer em fase inicial.
- Pacientes com histórico familiar de Alzheimer, pessoas com sinais iniciais de comprometimento cognitivo e pacientes em acompanhamento neurológico passam a ter prioridade no exame.
- O Ministério da Saúde deve definir protocolos clínicos e capacitar profissionais para coletar, analisar e interpretar o exame.