O que a proposta faz
O projeto cria um Protocolo Nacional Unificado para o atendimento em hospitais de pessoas que tentaram suicídio ou se automutilaram (feriram o próprio corpo). O protocolo valeria para o Sistema Único de Saúde (SUS) e também para hospitais privados. Hoje, já existe a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, de 2019, mas, segundo a justificativa do projeto, ela não define procedimentos obrigatórios e padronizados no atendimento hospitalar. Por isso, o autor afirma que há atendimentos desiguais, alta sem acompanhamento e muitos casos de recaída. A proposta busca organizar o cuidado desde a entrada no hospital até o acompanhamento depois da alta, com ligação aos serviços de saúde mental e à atenção básica.
O que muda na prática
- Hospitais públicos e privados passam a seguir um mesmo protocolo ao atender quem tentou suicídio ou se automutilou.
- Todo paciente passa por avaliação clínica e psiquiátrica feita por equipe com médico, psicólogo e assistente social, e recebe um plano individual de cuidado.
- O paciente deve ser encaminhado ao serviço de saúde mental da sua região em até 72 horas após a alta.
- Deve haver pelo menos uma consulta de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico em até 7 dias após a alta.