O que a proposta faz
O projeto cria a Política Nacional de Identificação Precoce do Risco Cardiovascular Hereditário, que pretende identificar cedo pessoas com risco de doenças do coração e dos vasos herdado dos pais. O foco é a Lipoproteína(a) (Lp(a)), uma gordura do sangue determinada principalmente pela genética e que quase não muda ao longo da vida. Hoje, esse exame não faz parte das estratégias estruturadas de prevenção do SUS (Sistema Único de Saúde), e muitas pessoas só descobrem o risco depois de um infarto ou AVC. O SUS passaria a oferecer o exame de forma gradual, com prioridade para certos grupos e para regiões de difícil acesso, como a Amazônia Legal e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. Segundo o autor, a medida busca reduzir mortes e internações evitáveis e diminuir as desigualdades regionais na prevenção.
O que muda na prática
- O SUS passa a oferecer progressivamente o exame de dosagem da Lp(a), conforme protocolos clínicos, avaliação de tecnologias em saúde e disponibilidade de orçamento.
- Pessoas com doença cardiovascular precoce, histórico familiar de infarto ou AVC jovem e suspeita de hipercolesterolemia familiar têm prioridade no exame.
- Regiões como a Amazônia Legal e comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e rurais isoladas têm prioridade na expansão da oferta, com possibilidade de coleta diferenciada e telemedicina.