O que a proposta faz
O projeto cria o Programa Nacional de Acompanhamento Psicológico Continuado, que oferece apoio psicológico por tempo prolongado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que ficaram com sequelas físicas permanentes, como amputações, deformidades ou cicatrizes extensas. O atendimento seria gratuito e feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), por equipes formadas por vários profissionais. Segundo o autor, hoje o apoio psicológico muitas vezes se limita ao período logo após a agressão, embora o sofrimento emocional possa durar anos. O acompanhamento continuaria enquanto a equipe técnica avaliar que a paciente ainda precisa dele. A proposta também busca integrar esse cuidado às demais redes de proteção à mulher.
O que muda na prática
- Mulheres com sequelas físicas permanentes causadas por violência doméstica passam a ter acompanhamento psicológico gratuito pelo SUS.
- O acompanhamento é contínuo, pelo tempo em que a equipe avaliar que ainda é necessário.
- O atendimento pode incluir sessões individuais, psicoterapia em grupo, acolhimento em crises, acompanhamento familiar e encaminhamento para psiquiatria.
- Os serviços de saúde devem dar prioridade ao encaminhamento dessas mulheres para a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial, que cuida da saúde mental).