O que a proposta faz
O projeto garante que mulheres vítimas de violência tenham acompanhamento psicológico especializado durante todo o tratamento de reconstrução facial e reabilitação feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Hoje, a lei que assegura a cirurgia plástica reparadora para essas mulheres pelo SUS não prevê expressamente esse acompanhamento psicológico. O projeto acrescenta essa garantia à lei, cobrindo desde o encaminhamento para a cirurgia até o período pós-operatório. Segundo o autor, muitas vítimas continuam sofrendo emocionalmente mesmo depois das cirurgias, e a recuperação física precisa vir acompanhada de cuidado com a saúde mental.
O que muda na prática
- Mulheres vítimas de violência que fazem cirurgia reparadora pelo SUS passam a ter direito a acompanhamento psicológico especializado em todas as etapas do tratamento.
- O acompanhamento começa no encaminhamento para a cirurgia e segue durante os procedimentos, o pós-operatório e a reabilitação física.
- Há atendimento psicológico individual durante as cirurgias e outros procedimentos, conforme avaliação da equipe multiprofissional.
- Quando necessário, as pacientes são encaminhadas para atendimento psiquiátrico ou para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS, que cuida da saúde mental no SUS).