O que a proposta faz
O projeto acrescenta ao Estatuto da Pessoa Idosa, a lei que garante direitos às pessoas com 60 anos ou mais, uma regra sobre como tratar a obesidade nessa faixa etária em campanhas e ações de saúde pública. Pela proposta, essas ações deverão dar mais importância à saúde e à capacidade de realizar tarefas do dia a dia (funcionalidade) do que à aparência ou ao padrão estético. Também deverão alertar que remédios para emagrecer, que agem sobre o apetite e o metabolismo, podem levar à perda de massa muscular (sarcopenia) se não forem acompanhados de alimentação adequada e exercícios de força. O texto não proíbe nem restringe o uso desses remédios. Segundo o autor, o envelhecimento deixa o organismo mais vulnerável, e a perda de peso sem cuidado com os músculos pode aumentar o risco de quedas e de perda de autonomia.
O que muda na prática
- Campanhas e ações públicas sobre obesidade em idosos deverão priorizar saúde e funcionalidade sobre objetivos estéticos.
- Essas ações deverão alertar para o risco de perda de massa muscular em quem usa remédios para emagrecer sem acompanhamento nutricional e exercícios de resistência.
- Deverá ser incentivado o acompanhamento por uma equipe de vários profissionais, como médicos, nutricionistas e professores de educação física.