O que a proposta faz
O projeto cria uma política pública especial para gestantes de alto risco (grávidas com condições de saúde que exigem cuidado mais intenso) que moram em áreas ribeirinhas (às margens de rios) e de difícil acesso. O objetivo é reduzir a mortalidade materna (mortes de mulheres durante a gravidez ou o parto) e a mortalidade neonatal (mortes de bebês logo após o nascimento). A política seria executada dentro do SUS (Sistema Único de Saúde) e se apoiaria em diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo da gravidez, atendimento especializado por equipes itinerantes (que levam profissionais até as comunidades) e telemedicina (consultas a distância), além de transporte sanitário (transporte para atendimento de saúde), inclusive fluvial (por barco), até unidades de referência. Segundo o autor, fatores geográficos e logísticos dificultam o acesso a serviços de saúde nessas regiões, o que contribui para índices altos dessas mortes.
O que muda na prática
- Passa a existir uma política específica de atenção a gestantes de alto risco que vivem em áreas ribeirinhas e de difícil acesso.
- Prevê equipes itinerantes e telemedicina para ampliar o acesso a atendimento especializado nessas áreas.
- Prevê a oferta de transporte sanitário adequado, inclusive fluvial, para levar as gestantes às unidades de referência.
- Integra União, Estados, Distrito Federal e Municípios na organização da rede de atendimento, de forma complementar à Rede Cegonha (programa do Ministério da Saúde de cuidado à gestante e ao bebê).