O que a proposta faz
O projeto cria a Política Nacional de Prevenção de Complicações Graves do Diabetes dentro do SUS (Sistema Único de Saúde), com foco em evitar amputações, perda de rins, perda da visão e internações ligadas ao diabetes. Hoje, segundo o autor, o SUS gasta muito com o tratamento dessas complicações já instaladas. A proposta dá prioridade a pacientes considerados de alto risco, como os que têm hipoglicemia grave (queda perigosa do açúcar no sangue) ou histórico de internação por diabetes. Para eles, poderiam ser usados aparelhos e serviços como sensores contínuos de glicose (aparelhos que medem o açúcar no sangue o tempo todo), bombas de insulina e atendimento à distância, sempre de acordo com critérios técnicos e clínicos do SUS. Segundo o autor, a prevenção sai mais barata e melhor para o paciente do que o tratamento depois que a complicação aparece.
O que muda na prática
- Pacientes de alto risco com diabetes passam a ter prioridade para aparelhos de monitoramento, bombas de insulina e acompanhamento à distância no SUS.
- O SUS poderá adotar protocolos de acompanhamento mais intenso para esses pacientes, com monitoramento remoto e acompanhamento de vários profissionais.
- A União deverá criar estratégias específicas de prevenção para áreas remotas, especialmente na Amazônia Legal (região que reúne estados do Norte e parte do Centro-Oeste).