O que a proposta faz
O projeto cria a Teletriagem de Urgência, uma avaliação inicial feita à distância para pessoas em regiões isoladas do Sistema Único de Saúde (SUS). Regiões isoladas são áreas com pouco acesso a serviços presenciais de saúde, como comunidades rurais, ribeirinhas, indígenas e localidades remotas. Um profissional de saúde avalia o caso à distância, classifica a gravidade (classificação de risco) e define o que fazer. Casos graves são encaminhados de imediato ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e casos não urgentes ficam com a Atenção Primária à Saúde (o primeiro nível de cuidado do SUS, como postos e unidades básicas de saúde). Segundo o autor, hoje não há um mecanismo estruturado de triagem remota nessas regiões, o que faz muitos casos evoluírem sem orientação adequada. A teletriagem não substitui o atendimento presencial quando ele for necessário.
O que muda na prática
- Passa a existir uma avaliação remota de urgência, disponível de forma contínua, como porta de entrada ao SUS em regiões isoladas.
- O pedido de avaliação pode ser feito por telefone, aplicativos, pontos de apoio comunitários ou unidades de saúde locais.
- Casos graves são acionados imediatamente no SAMU, e casos não urgentes são acompanhados pela Atenção Primária à Saúde.
- Cria o Mecanismo de Resposta Assistencial Antecipada, que busca reduzir deslocamentos desnecessários e o uso de ambulâncias.
- Cria um sistema de monitoramento com tempo de resposta, número de atendimentos e indicadores de resultado, e define o que são falhas assistenciais.