O que a proposta faz
O projeto acrescenta à Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA, condição que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento) regras específicas para meninas e mulheres autistas. Hoje essa política não trata das diferenças de manifestação do autismo entre meninos e meninas, e os critérios de diagnóstico foram formados a partir dos sinais mais comuns nos homens. Segundo o autor, essa lacuna faz com que muitas meninas e mulheres sejam diagnosticadas mais tarde, de forma errada ou nem sejam diagnosticadas. Pela proposta, o poder público deve considerar essas diferenças, inclusive a camuflagem social (quando a pessoa esconde traços do autismo para parecer menos autista), e adaptar o atendimento de saúde a elas. As medidas seriam aplicadas dentro dos programas e serviços que já existem.
O que muda na prática
- O poder público passa a considerar as diferenças do autismo entre homens e mulheres, inclusive a camuflagem social.
- Protocolos, diretrizes e exames de triagem do SUS (Sistema Único de Saúde) devem incluir critérios para as formas mais comuns do autismo em meninas e mulheres.
- Profissionais de saúde, educação e saúde mental passam a ser capacitados para identificar sinais do autismo nelas.
- Consultas ginecológicas, exames de mama e do colo do útero, pré-natal, parto e pós-parto devem ser adaptados às sensibilidades dessas mulheres.