O que a proposta faz
O projeto cria diretrizes nacionais para o acompanhamento do clima e de outras condições ambientais em competições esportivas de resistência, como maratonas, ultramaratonas, triatlos e provas de ciclismo de longa distância. Hoje, segundo o próprio texto, não há regras gerais nacionais padronizadas sobre esse monitoramento. Pela proposta, os organizadores passam a checar as condições antes e durante a prova, como temperatura, umidade, índice de calor (medida que combina temperatura e umidade para mostrar a sensação de calor) e qualidade do ar, e a definir critérios para realizar, suspender, adiar ou cancelar a competição. Segundo o autor, a medida busca prevenir riscos à saúde dos atletas, como desidratação e insolação, sem impor regras rígidas e respeitando as competências de estados, municípios e entidades esportivas.
O que muda na prática
- Organizadores devem acompanhar temperatura, umidade, índice de calor e qualidade do ar antes e durante a prova.
- Organizadores devem definir parâmetros de segurança para decidir se a prova será realizada, suspensa, adiada ou cancelada.
- Organizadores devem ter um plano de contingência, com critérios para mudar o percurso, avisar rapidamente os participantes e reforçar hidratação e atendimento médico.
- As informações sobre clima e riscos devem ser divulgadas aos participantes na inscrição e nos canais oficiais do evento.
- Quem descumprir as regras pode sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na Lei Geral do Esporte.