O que a proposta faz
O projeto quer colocar o nome de Xica Manicongo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, registro oficial de homenagens a brasileiros que, segundo a lei de 2007 que regula o livro, ofereceram a vida à Pátria. Esse livro fica depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. Xica Manicongo foi uma pessoa negra trazida do Congo, escravizada e vendida em Salvador (BA) no século XVI. Em 1591, foi perseguida pelo Tribunal do Santo Ofício (órgão da Igreja Católica que julgava crimes religiosos e morais), acusada de sodomia, termo usado na época para práticas sexuais e identidades consideradas crime. Segundo a autora, a homenagem é uma forma de reparar o apagamento de travestis da memória oficial do país e de reconhecer a luta da população trans e travesti.
O que muda na prática
- O nome de Xica Manicongo passa a constar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
- A homenagem fica registrada no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.
- Xica Manicongo se torna a primeira travesti a receber essa homenagem.
Quem é afetado
- População trans e travesti
- Movimentos sociais LGBTQIA+
- Pesquisadores de história do Brasil
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